Prefeito de Manaus diz que é preciso correção diplomática e diálogo pacífico sobre a Amazônia

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“O Brasil precisa de uma correção diplomática, com urgência, para que possamos dialogar com outros países e deixar claro, de forma pacífica, que a Amazônia é nossa”, afirmou o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, em entrevista por telefone nesta terça-feira, 27/8, ao jornal Gente, da rádio Bandeirante de Porto Alegre (RS), sob comando dos jornalistas Oziris Marins e Sérgio Stock.

 “A decisão do G7, que resolveu doar ao Brasil 20 milhões de dólares, foi uma coisa ruim, porque eles ignoram que o Brasil é a oitava economia do mundo. Isso é como se fosse uma esmola”, alertou Arthur, acrescentando que o país precisa de parcerias para fazer projetos de desenvolvimento sustentável, preservando a floresta, que é um dos principais instrumentos no combate ao aquecimento global. “É preciso uma correção diplomática muito clara. O Brasil não pode criar inimizade com o G7 e o G7 não pode achar que o que estamos precisando aqui são doações”, completou. 

Indagado quanto ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro diante da atenção do mundo sobre as queimadas na Amazônia, Virgílio disse que cabe ao governo atual perceber que não se deve provocar uma crise mundial, fruto da má governança sobre a região. Ao mesmo tempo, ainda segundo Arthur, a população internacional deve saber como oferecer parcerias, respeitando a independência brasileira.

“O Brasil é um país de diplomacia muito respeitada, uma potência não militar, mas uma potência econômica média com irregularidades e injustiças na distribuição da riqueza. Tudo isso é um mal que vem de muito tempo”, ponderou o prefeito de Manaus.