Pouco mais de 30% dos consumidores dizem que tiveram vantagem ao pagar em dinheiro no lugar do cartão

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A oferta de descontos para pagamento em dinheiro ou cartão de débito ainda não é uma prática na maioria dos estabelecimentos comerciais. É o que conclui um estudo, divulgado no Relatório de Inflação, publicado pelo Banco Central (BC).

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), feita a pedido do BC, apenas 32,4% dos consumidores afirmaram que houve oferta de desconto caso o pagamento fosse feito em dinheiro ou cartão de débito. Esse percentual aumentou para 42,6% entre consumidores de renda mais alta.

A pesquisa foi incluída em questionários de sondagens do Consumidor, Comércio e Serviços. Foram consultadas 1.128 empresas comerciais, 1.883 de serviços e 1.607 consumidores, em fevereiro de 2018.

A Medida Provisória nº 764 de dezembro de 2016, convertida na Lei nº 13.455 de julho de 2017, autorizou os estabelecimentos comerciais a oferecerem preços diferentes em função do meio de pagamento.

O pagamento feito em dinheiro ou débito reduz o custo dos lojistas e o prazo para receber os recursos das instituições financeiras, quando comparados com o pagamento feito com o cartão de crédito.

“Os dados revelam que parcelas importantes do comércio e do setor de serviços não oferecem a possibilidade de desconto em função da forma de pagamento. Esse fato indica que há potencial para intensificação da prática de diferenciação de preços, o que potencializaria os benefícios propiciados pela nova legislação”, afirma o BC.