População carcerária é público-alvo de projeto contra tuberculose

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As ocorrências de tuberculose na população privada de liberdade simbolizam aproximadamente 10% dos registros da doença em todo o País. A partir deste cenário, o Ministério da Saúde lançou, na última quarta-feira (06), o projeto “Apoio ao desenvolvimento de ações em saúde para a comunidade carcerária com foco na tuberculose”, com apoio do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As atividades do projeto terão duração de dois anos. O método terá foco na educação em saúde, com campanha desenvolvida para toda a comunidade carcerária do país, além da realização de oficinas regionais e organização da rede de atenção à saúde em 75 unidades prisionais reconhecidas como porta de entrada para o sistema prisional, com representação nas 27 unidades federadas do país. A ideia final é ampliar o diagnóstico e tratamento precoce de todos os casos, melhorando as estratégias de combate e controle da tuberculose no sistema prisional.

Algumas populações mostraram maior risco de adoecimento por tuberculose, devido às condições de vida e saúde a que estão expostas, como é o caso da população privada de liberdade. No ano de 2017, foram 69 mil casos novos de tuberculose registrados em todo o país, sendo que 10,5% ocorreram nessa população. “Reduzir a carga da doença nesses ambientes acaba impactando na população geral, uma vez que as pessoas privadas de liberdade recebem visitas de familiares, além da convivência constante com profissionais de segurança e de saúde que também retornam às suas casas ao final do dia “, explicou a coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Denise Arakaki.