Pesquisadores usam movimento dos olhos para diagnosticar esclerose múltipla

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A esclerose múltipla pode ser diagnosticada através do movimento dos olhos, segundo as conclusões de um grupo de cientistas portugueses da Universidade do Minho que estudou a doença durante quatro anos.

Pela primeira vez ficou demonstrado que os movimentos dos olhos podem revelar alterações cognitivas em pessoas com esclerose múltipla, segundo explicou à Agência Efe um dos sete pesquisadores do grupo, Paulo Alexandre Pereira, doutor em Matemática da Universidade do Minho.

As conclusões desta pesquisa, que acabam de ser publicadas na revista científica americana “PeerJ”, serão de grande utilidade para escolher novos tratamentos, combater esta doença do sistema nervoso e aplicar novas técnicas ou tratamentos que atenuem o avanço da esclerose múltipla.

A hipótese surgiu da constatação de que os pacientes que sofrem esta doença podem ter problemas com o nervo ótico, razão pela qual os cientistas decidiram dar mais um passo e iniciar uma pesquisa mais exaustiva.

Os estudos se centraram em uma amostra de meia centena de pessoas da província portuguesa de Braga – onde está a universidade – que têm esclerose múltipla e outras tantas que não sofrem a doença.

Por meio do uso de aparatos oftalmológicos foi comprovado que “os tempos de reação entre doentes e saudáveis eram bastante significativos”, afirmou Paulo Alexandre Pereira.

Ficou corroborado, assim, que o tempo de reação para olhar para um lado ou outro era muito maior nos doentes.

Desta maneira, os cientistas viram comprovada sua hipótese e puderam avançar em um dos objetivos finais, que é o barateamento e a efetividade do diagnóstico desta doença.