Pesquisadores desenvolvem simulador de aplicação de insulina

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Imagem da Internet

Receber diagnóstico de diabete e conviver com a doença não é tarefa simples. Para além do controle alimentar, alguns diabéticos têm ainda que se acostumar às picadas diárias de injeções de insulina. É nesse momento que entram em cena os simuladores, desenvolvidos para os pacientes se capacitarem para as aplicações e, de quebra, aprenderem mais sobre a diabete.

Apesar de ser um excelente recurso, seu uso ainda não é disseminado entre os pacientes, pois o custo dos simuladores existentes no mercado ainda é alto. Atualmente, eles são mais utilizados dentro das próprias universidades para capacitar os estudantes. Problema que pesquisadores da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP prometem resolver com um protótipo de preço muito menor, acompanhado por cartilha e vídeo educativo. Hoje, um simulador para autoaplicação de insulina custa em média R$ 4.752,00. Já o modelo criado pela pesquisadora Janaina Pereira da Silva, responsável pelo projeto, ficou em cerca de R$ 339,50, valor quase 15 vezes menor que o disponível no mercado.

Criado a partir de um manequim tamanho adulto (utilizado para exposição de roupas em vitrines), o protótipo da USP apresenta estrutura fixada a regiões específicas, uma associação de espuma laminada e uma espécie de pele desenvolvida com silicone. Essas regiões, com a estrutura que mimetiza tecido da pele, representam os locais do corpo nos quais a aplicação de insulina é recomendada (abdômen, coxas, braços e nádegas).