Pesquisadores descobrem complexo proteico azul que faz sapos ficarem verdes

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lgumas espécies de sapos utilizam um complexo proteico azul, que reflete a luz, para se camuflarem na folhagem verde como um mecanismo de defesa contra outros predadores. Essa foi a descoberta de uma pesquisa que teve parte feita na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. Os resultados foram publicados em julho de 2020 na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America e trouxeram dados importantes sobre como os sapos desenvolveram essa estratégia e a estrutura química do complexo, que é formado por uma substância tóxica.

De acordo com o professor Norberto Peporine Lopes, do Departamento de Ciências Biomoleculares da FCFRP, os pesquisadores buscavam descobrir como a cor verde dos sapos era formada. “Sabíamos que eles tinham a pele verde, e que a evolução para essa pele veio com o intuito de permitir aos sapos se esconderem. A grande questão era: como essa cor é formada?”, contou Lopes, que também fez parte da pesquisa. 

Os anfíbios estudados conseguem acumular grande quantidade de uma substância tóxica chamada biliverdina. Após ela se ligar a uma proteína da família das serpinas, forma um complexo estável azul, e quando a luz reflete o azul e a pele do animal, que é praticamente transparente, o sapo adquire uma coloração verde brilhante. 

A descoberta foi importante para saber que é possível formar um complexo estável com a biliverdina, que é uma substância muito tóxica. Brunetti finalizou ressaltando a importância dos resultados como fenômeno biológico.