Pesquisa identifica novas funções de molécula envolvida no melanoma

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Imagem da Internet

Novos testes em animais e em células de melanoma em cultura mostraram que uma molécula conhecida como RMEL3, presente na maioria dos casos desse tipo agressivo de câncer de pele, tem função importante na sobrevivência e na proliferação do tumor. Os novos achados reforçam estudos anteriores, segundo os quais a inibição do RMEL3 pode ser uma nova opção de tratamento, auxiliando nos casos resistentes ao medicamento mais usado hoje.

“Esse trabalho caracteriza o papel de um RNA longo não codificante [que não é traduzido em proteína], o RMEL3, na tumorigênese do melanoma. Observamos que, quando ele é introduzido em células não tumorais [que normalmente não o expressam], elas passam a sobreviver como se fossem células tumorais, isto é, dispensam estímulos dos fatores de crescimento do meio extracelular”, disse Enilza Espreafico, professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e coordenadora do estudo.

De acordo com a pesquisadora, o RMEL3 pode ser uma boa alternativa como alvo para medicamentos porque é um RNA muito específico do melanoma, não sendo encontrado em praticamente nenhum tecido saudável. Essa característica sugere que sua inibição não afeta outros tecidos e não causa efeitos sistêmicos importantes.