Peritos admitem possível adulteração de provas contra Lula

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Segundo o site ConJur.com na última quarta-feira, os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentaram as provas  finais do processo em que Lula é acusado de receber 12 milhões de reais em propinas da empreiteira Odebrecht, na compra de um terreno em São Paulo que sediaria o Instituto Lula e um apartamento vizinho à sua casa na região do ABC Paulista.

De acordo com a defesa, os arquivos utilizados na denúncia contra Lula foram diretamente copiados dos sistema “MyWebDay”, utilizado pelo departamento de operações estruturadas da Odebrecht. Segundo o texto, a Polícia Federal considerou que os documentos contra Lula foram copiados do sistema “MyWebDay”, para registrar propinas da Lava Jato. Porém, antes de ser apresentado às autoridades, o material teria ficado com a construtora por um ano, tempo suficiente para a adulteração das provas.

Os advogados alegam que houve 16 requerimentos finais aos juízes da 13ª Vara Federal de Curitiba, entre eles, o esclarecimento dos autos do laudo sobre o sistema “MyWebDay”. A defesa pede  a nulidade do processo e a absolvição de Lula.

Em nota, o Instituto Lula afirmou que, além da cópia do sistema da Odebrecht não conter referências ao ex-presidente, como reconhecido pela Polícia Federal, “ela não possui qualquer valor forense”, porque não poderia ser utilizado pelo Ministério Público Federal por não ter sido obtida e preservada pelas autoridades, mas, sim, entregue pela própria empreiteira.