PCC usava crianças e idosos para lavar dinheiro, diz polícia

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As investigações da força-tarefa de Minas Gerais que busca sufocar o sistema financeiro de facções criminosas detectaram uma rede de crianças e idosos usada pelo PCC para escoar recursos para integrantes da organização que estão presos no sistema federal. 

Na lista de pessoas que tiveram contas bancárias usadas por criminosos estão crianças com idades de 4 a 10 anos e pessoas acima dos 60 anos, entre elas uma mulher de 82 anos, presa pela Polícia Federal durante operação desencadeada no último dia 31 de agosto –foram detectadas ao menos 20 contas em nome de menores de 12 anos e maiores de 60.

“Percebemos durante as investigações da segunda fase da [operação] Caixa Forte que a facção tem se utilizado de menores e mulheres com filhos sob sua guarda para o processo de lavagem de dinheiro. Ao fazerem isso com menores, dificultam a identificação de quem estaria efetivamente movimentando a conta, pois é preciso chegar ao procurador responsável”, disse o delegado da Polícia Federal Alexsander Castro, coordenador da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (Ficco).

As crianças usadas pela quadrilha, por exemplo, eram filhos ou enteados dos criminosos. Como, por lei, crianças não podem ser responsabilizadas criminalmente, a força-tarefa pediu a prisão dos responsáveis legais desses menores –na maioria dos casos, as mães.