Novo método permite mais eficiência no tratamento de água

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Sedimentadores contínuos são equipamentos instalados em estações de tratamento de água, desenhados para separar o líquido que flui em seu interior de materiais sólidos em suspensão. Para cumprir as exigências da legislação ambiental, os engenheiros precisam estimar a quantidade exata de sólidos removidos da água. Por essa razão, pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da USP desenvolveram um método que simula no computador o desempenho do equipamento durante a elaboração do projeto. A metodologia demonstrou que um aumento do diâmetro do sedimentador favorece a separação de sólidos e eleva sua eficiência.

O equipamento também é utilizado em aplicações que necessitam obter grandes concentrações de sólidos, como na mineração. “Nesse tipo de sedimentador, o líquido flui continuamente graças a forma geométrica com que é projetado, a qual também permite o acúmulo de partículas sólidas em suspensão no fundo do equipamento”, explica o professor Ardson dos Santos Vianna Júnior, do Departamento de Engenharia Química da Poli, que orientou a pesquisa de doutorado de Flavia Daylane Tavares de Luna, que estudou os sedimentadores contínuos. “Assim, o equipamento obtém um líquido clarificado, sem partículas em suspensão, o que permite a aplicação no tratamento de água.”

De acordo com o professor, as técnicas de fluidodinâmica computacional facilitam a estimativa do desempenho dos sedimentadores contínuos.