No Zimbábue, professor gay pede demissão logo após ameaça de morte de pais dos alunos

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Professor e vice-diretor de uma das principais escolas particulares do Zimbábue, informou nesta última sexta-feira (28) que pediu demissão, depois de receber ameaças de morte de pais dos alunos por ser homossexual.

Neal Hovelmeier, que exercia no St. John’s College, se viu na condição em revelar sua orientação sexual na semana passada, depois que um jornal ameaçou publicar sua história. A revelação, feita durante uma reunião no colégio, irritou alguns pais, que tacharam o professor de “irresponsável”.

O Código Penal do Zimbábue proíbe relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, com pena de até um ano de prisão, mas juristas consideram que a lei não se aplica a quem confessa abertamente a orientação.

“Fui alvo de ameaças de morte, bem como ameaças contra a minha integridade física e contra meus animais de estimação”, afirmou o professor.

Hovelmeier trabalhou no colégio por 15 anos, mas disse que não vai se submeter a um julgamento falso, depois que alguns pais ameaçaram apresentar acusações contra ele.

Além de penas de prisão, a comunidade LGBT no Zimbábue enfrenta o desprezo da sociedade e o ex-presidente Robert Mugabe, que comandou o país por 37 anos, a comunidade gay, no entanto, acredita que o novo presidente, Emmerson Mnangagwa, será mais tolerante.