Na Polônia, poluição atmosférica ameaça vida de milhares de habitantes

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foto da internet

A cada ano a poluição atmosférica se transformou em problema nacional na Polônia, onde só em 2016 causou a morte prematura de 19 mil pessoas, segundo aponta um relatório encarregado pelo Ministério de Tecnologia, o relatório que foi apresentado nesta semana, afirma que as calefações nos lares poloneses, em muitos casos alimentados por carvão de baixa qualidade ou inclusive restos de lixo ou qualquer outro combustível improvisado, são as responsáveis pelas emissões mais tóxicas.

“O alvo deste estudo era o de calcular o custo que representava a má qualidade do nosso ar, que não é só o do combustível, mas também o que pagamos todos com a perda de qualidade de vida ou os problemas na nossa saúde”, explicou a ministra de Tecnologia, Jadwiga Emilewicz. O relatório reconhece a dificuldade de calcular o impacto econômico da poluição atmosférica, algo que

depende do sistema de medição e que haja ou não em conta conceitos como o lucro cessante por trabalho perdido, causado sobre os cultivos e prejuízos nos ecossistemas naturais.

A conclusão mais alarmante deste estudo, que se refere a 2016, é que nesse período a poluição atmosférica tirou a vida de 15 mil poloneses residentes em áreas urbanas e 4 mil em zonas rurais, Emilewicz aproveitou a apresentação do relatório para explicar a proposta de incluir filtros e sensores de qualidade do ar nos lares, o que somado a outras medidas, poderão “melhorar significativamente a qualidade do ar”, afirmou.