Mesmo com 44% no aumento da produção de bicicletas, cinco mil empregos estão em perigo

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A produção de bikes é um dos destaques do Polo Industrial de Manaus, com números que atestam crescimento, mesmo em face dos efeitos danosos da pandemia de covid-19 na economia. Só em janeiro, a produção de bikes cresceu 44% em relação a dezembro nas fábricas que empregam, direta e indiretamente, mais de 5 mil trabalhadores. Esse segmento tão importante para o modelo industrial amazonense e para a economia nacional como um todo acaba de entrar na mira do governo federal. O próprio presidente Jair Bolsonaro anunciou nas redes sociais que o governo vai reduzir de 35% para 20% a alíquota do imposto de importação de bicicletas no Brasil até o final do ano. A medida praticamente anula as vantagens tributárias da Zona Franca de Manaus e escancara o mercado nacional para veículos chineses.

O governo federal sempre deixou muito clara sua orientação liberal na economia, o que inclui resistência a subsídios e incentivos fiscais. Ocorre que diversos setores, inclusive a produção nacional de veículos, foram implantados no País com base nesses incentivos, tidos como forma de amenizar a elevadíssima carga tributária e dos demais componentes do famoso “custo Brasil”.

Nesse contexto, a Zona Franca de Manaus se encontra relativamente protegida pela própria Constituição Federal. A intenção do legislador foi atrair para Manaus um nível de industrialização que, de outra forma, não seria viável, e, a partir daí, promover o desenvolvimento da região.