Maia proíbe pagar auxílio-mudança a deputados reeleitos

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), restringiu o pagamento de um benefício que ajuda a engordar o contracheque de deputados. A partir de agora, parlamentares reeleitos ou que já morem no Distrito Federal não poderão mais receber o auxílio-mudança, que equivale a um salário a mais – R$ 33,7 mil. Os demais, no entanto, continuarão a receber. 

O dinheiro “extra” serve para custear gastos com transporte e outras despesas referentes à mudança do parlamentar para Brasília e é pago duas vezes: uma no início e outra no fim do mandato. O “penduricalho” está previsto em um decreto de 2014 e também existe no Senado.

O texto, no entanto, não trazia qualquer restrição para deputados e senadores reeleitos receberem duas vezes a ajuda de custo, uma ao deixar o antigo mandato e outra ao assumir o novo. Com isso, parlamentares que continuavam no Congresso poderiam levar, cada um, um total de R$ 67.526, além do salário. Também não havia restrição a quem já é do Distrito Federal e, na prática, não precisa mudar de cidade para exercer o mandato em Brasília.