Jovem empreendedora lidera mercado de automação criativa

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A designer gráfica Deborah Folloni criou o modelo de negócios – que hoje é a Chiligum – aos 19 anos, enquanto cursava Global
Management na Regent’s University, em Londres/
Inglaterra. No início, era a produtora responsável pela criação de centenas de vídeos institucionais para empresas como AMBEV, Tecnisa e Votorantim. Porém, cerca de quatro anos depois, percebeu que havia uma potencial demanda do mercado para agilizar a produção de peças para campanhas publicitárias na internet.

“A internet exigia escalar a produção de vídeos e outras peças de anúncios online como imagens e banners, pois cada mídia tem padrões e formatos específicos. Não havia ninguém no mercado que oferecesse essa solução. Voltei para o Brasil e busquei recursos para desenvolver uma tecnologia própria com essa finalidade. A internet requer agilidade e dinamismo. Já chegamos a produzir mais de 300 mil peças em um único dia”, relata Deborah Folloni, CEO da Chiligum, hoje com 27 anos. Atualmente a Chiligum conta com aproximadamente 20
clientes ativos, entre eles, alguns dos maiores anunciantes do país como a Magazine Luiza e a Rappi.

A operação da plataforma é desenvolvida com base na experiência do usuário, que entra na ferramenta, escolhe um design de vídeo pré-existente e preenche algumas informações,
de acordo com o template escolhido. Depois disso, é só aguardar cinco minutos para a mídia em questão ficar pronta e ser enviada para seu e-mail ou compartilhada em alguma rede
social.

Para Deborah, uma trigêmea nascida em São Paulo, que iniciou a carreira aos 14 anos produzindo vídeos e aos 18 anos já estava participando de um evento de aceleração de startups, empreender desde cedo permitiu a ela criar uma maior resiliência a situações inesperadas e aprender on the job.

“Mesmo tendo começado com pouca experiência, desenvolvi uma habilidade em assumir riscos. É um mercado em que nada
é estático, e por isso é imprescindível vivenciar processos de inovação, nos quais nem sempre se acerta logo de cara”, comenta.

Além do perfil inovador, Deborah encarou outro desafio: não ter formação em tecnologia e ser mulher numa área profissional em que a maioria são homens: “No começo, eu tinha dificuldades para delegar tarefas e isso era um entrave
para escalonar o negócio.

Porém, ao contratar profissionais de tecnologia, uma área que eu não domino, entendi na prática que o sucesso é resultado de
boas parcerias e relações de confiança”.