Ivermectina contra COVID-19 só deve ser usada em ensaios clínicos, alerta OMS

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A partir de dados obtidos em 16 ensaios clínicos, incluindo pacientes internados e ambulatoriais com COVID-19, um grupo de especialistas determinou que não há certeza de que o medicamento reduza mortalidade e gravidade da doença. 

Na ultima quarta-feira (31), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que as evidências atuais sobre o uso de ivermectina para tratar pacientes com COVID-19 são inconclusivas. Para a agência, até que mais dados estejam disponíveis, o medicamento deve ser utilizado apenas em ensaios clínicos. 

A recomendação, que se aplica a pacientes COVID-19 em qualquer gravidade, agora faz parte das diretrizes da OMS para tratamentos do novo coronavírus. 

A ivermectina é um medicamento antiparasitário de uso comum, incluído na lista de medicamentos essenciais da OMS para várias doenças parasitárias, como sarna e piolho.

Eles revisaram dados agrupados de 16 ensaios clínicos aleatoriamente com 2.407 participantes, incluindo aqueles e ambulatoriais. Com isso, o grupo concluiu que as evidências sobre se “a ivermectina reduz a mortalidade, a necessidade de ventilação mecânica, a necessidade de internação hospitalar e o tempo para a melhora clínica” em pacientes com COVID-19 é certamente muito baixa. Isso se deve ao tamanho dos ensaios e às limitações metodológicas dos dados disponíveis.