Instituto Butantan cria pomada contra picada de aranha-marrom

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Está em inicio de testes em humanos uma pomada, feito pelo Instituto Butantan, contra a picada da aranha-marrom (Loxosceles), cujo veneno pode causar necrose na pele, falência renal e até morte. O medicamento é a base de tetraciclina, substância usada como antibiótico. Os testes já tiveram início em Santa Catarina, estado brasileiro com grande ocorrência de picadas do aracnídeo.

“Foi uma longa jornada de pesquisa sobre a ação da toxina até o desenvolvimento da pomada. Há 20 anos conseguimos, pela primeira vez, isolar e fazer o sequenciamento da proteína mais importante do veneno da aranha-marrom. Com isso, estudamos os mecanismos de ação da toxina e desenvolvemos inibidores já patenteados que poderão ser usados em estudos de estrutura e função e, eventualmente, como terapia”, disse Denise Tambourgi, pesquisadora do Instituto Butantan e do Centro de Toxinas, Resposta Imune e Sinalização Celular, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Além de causar lesões graves na pele, que podem durar meses até serem curadas, a picada provoca, em alguns casos, efeitos sistêmicos, como hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos), agregação plaquetária, inflamação e falência renal, o que pode levar ao óbito do paciente.