Imprensa turca afirma que Apple Watch gravou assassinato de jornalista

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O relógio Apple Watch usado pelo jornalista saudita Jamal Khashoggi, que desapareceu após entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul, no último dia 2, gravou seu assassinato, afirma o jornal turco “Sabah”.

“Khashoggi sincronizou o relógio com o telefone, que deixou (em mãos de) sua namorada antes de entrar (no consulado). As conversas durante seu assassinato foram gravadas pelo relógio e enviadas ao telefone e à nuvem”, explica o jornal, citando “fontes confiáveis” envolvidas na investigação.

O jornal acrescenta que os agentes de inteligência saudita perceberam o relógio e tentaram apagar as gravações da nuvem, mas não conseguiram deletar todos os arquivos.

Segundo a publicação, a polícia e os serviços de inteligência turcos (MIT) conseguiram “revelar o assassinato analisando na nuvem as gravações de áudio que os sauditas não puderam apagar”.

Na sexta-feira, o jornal turco “Sözcü” já havia informado que o smartwatch do jornalista registrou um “diálogo em árabe”, mas a publicação descreveu que “não houve gritos nem chiados”.

Khashoggi desapareceu no dia 2 de outubro, logo após entrar no consulado saudita em Istambul para buscar documentos necessários para se casar com a namorada, que é turca.