Haddad x Bolsonaro: Que Brasil você quer?

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Ao que parece, os dois principais candidatos da esquerda e direita irão se enfrentar no segundo turno das eleições de 2018. De acordo com pesquisa eleitorais recentes, o embate ferrenho se dá entre o deputado federal e ex-militar Jair Bolsonaro (PSL) e o ungido por Lula, Fernando Haddad (PT).

Enquanto a rejeição do capitão reformado do Exército se manteve em 44% na pesquisa Ibope revelada na segunda-feira 1º, a do petista foi de 27% a 38%.

Jair Bolsonaro já mostrou que flerta com a ditadura e tem pouca intimidade com a democracia. Em uma de suas mais recentes declarações disse que não reconhecerá nenhum outro resultado eleitoral que não seja aquele que o coloque como vitorioso e à frente do país. Seu vice, general da reserva Hamilton Mourão, não fica nada atrás: declarou ser a favor da elaboração de uma nova Constituinte sem participação popular, disse que o coronel Ustra é seu herói e defendeu um “autogolpe” do presidente com as Forças Armadas em caso de “anarquia”.

Dentro de outras propostas identificadas da extrema-direita, o deputado federal e ex-militar defende a política imigratória de Donald Trump, quer reforçar o papel das Forças Armadas, tipificar como terrorismo ações do MST e MTST, militarizar o ensino e colocar um general no

Ministério da Educação, entre outros pontos. Na análise de Couto, Bolsonaro é um “neofacista”.

Do outro lado, há Fernando Haddad e o PT. Pouco conhecido na boca do povo brasileiro em geral, mas já trás sobre suas costas o grande legado que Lula deu ao país em sua época de “ouro”.

Nos 13 anos em que o PT governou o País houve significativos avanços nas áreas sociais, como o Fome Zero e Minha Casa Minha Vida, no entanto, Lula e Dilma Rousseff abriram mão de reformas estruturais que poderiam transformar tais avanços em algo mais sólido e próximo a “revolução social”.

O inegável é que Haddad vem recebendo sobre si, toda carga de ódio e antipetismo, decorrente das inúmeras acusações de corrupção que o Partidos dos Trabalhadores vem respondendo nos últimos anos. Diante disto, caso o ex-ministro seja eleito, o PT terá muito o que comemorar, pois eleger um presidente “pisando em ovos” não é pra qualquer um. No fim de tudo, na urna, a escolha é sua.