Governo do Amazonas deve pagar apenas por serviços prestados no Delphina, diz CPI da Saúde

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Após os depoimentos tomados durante a semana, membros da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga desvios na área da Saúde estadual (CPI da Saúde) se mostraram indignados com o fato de o governo do Estado pagar cerca de R$ 67 milhões por serviços não prestados ao Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), Organização Social (OS) que gerencia o Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz.

Durante o depoimento, o ex-secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, admitiu que o INDSH não cumpriu as metas descritas no contrato de gestão e, mesmo assim, recebeu do Governo por 100% dos serviços prestados. De acordo com o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), o contrato firmado entre o Governo e a Organização Social continua lesando os cofres públicos do Estado. “Eu não consegui encontrar até hoje uma vantagem para o Estado e a sociedade no contrato da OS porque tudo é benéfico para eles, só não é para o povo. Isso é um contrato nocivo para o contribuinte”, explicou o presidente da CPI, deputado Delegado Péricles (PSL).

O ex-secretário informou que o INDSH não ofertou a totalidade dos serviços no Delphina, mesmo com pagamento integral de R$ 8,4 milhões por mês, e reconheceu que houve falhas na fiscalização por parte da Susam. Além disso, o ex-secretário admitiu que tanto o governador do Amazonas, Wilson Lima, quanto o vice, Carlos Almeida, sabiam das decisões tomadas em relação ao contrato da OS na administração do hospital.