Governo do Amazonas analisa tecnologia criada em Maués que potencializa produção de guaraná

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A Embrapa Maués está finalizando um protótipo de secador do fruto do guaraná pelo menos 30 vezes mais eficiente que o método tradicional, que utiliza os mesmos tachos usados na produção de farinha. O Governo do Amazonas está interessado em apoiar a mecanização da atividade no município, conhecido como Terra do Guaraná e distante 641 quilômetros da capital, o que promete revolucionar a economia gerada pelo produto, ainda muito aquém do seu potencial no mercado internacional.

O guaraná produz um teor de cafeína elevado, de 2% a 5%, contra 1% a 2% do café. Por conta disso, é crescente a demanda internacional pelo fruto, que é nativo na Amazônia. No entanto, pelo fato da produção ainda ser manual, e 60% do custo da produção do guaraná estar na colheita e no processamento dos frutos, a oferta de guaraná no Amazonas ainda é tímida. A safra em Maués neste ano deve chegar a 450 toneladas.

Enquanto um produtor consegue secar de 20 a 30 quilos de frutos de guaraná em oito horas, no equipamento desenvolvido pela Embrapa, uma espécie de tambor giratório, em quatro horas é possível secar 600 quilos. “Esse ganho produtivo é fantástico. Pode ser usado por agricultores isoladamente, com modelos de secadores menores, mais baratos, mas também por cooperativas, o que barateia ainda mais a instalação, que o Estado tem todo interesse de apoiar”, destaca o secretário de Produção Rural, Petrucio Magalhães.