Extinção de cidades proposta por Bolsonaro lembra política de Hitler, diz presidente da AMM

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Segundo o jornal Estado de Minas desta terça-feira, os prefeitos mineiros, parlamentares e demais representantes dos municípios deram um forte recado ao governo do presidente Jair Bolsonaro na manhã desta terça-feira (26): não vão aceitar a extinção de mais de 200 cidades do estado prevista na Proposta de Emenda à Constituição do Pacto Federativo. Em um encontro em Belo Horizonte, que deu início a uma série de mobilizações, a medida foi chamada de absurda e burra, entre outros adjetivos, e o discurso afinado foi de luta para derrubar o projeto no Congresso. O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Moema Julvan Lacerda (MDB)atribuiu a proposta a “tecnocratas criados em apartamento” que não conhecem a realidade das cidades e comparou a possível extinção dos municípios ao que foi feito no nazismo. “Começa assim. Não podemos deixar que o governo central eleja uma classe privilegiada. Tal município pode ser município tal município não pode. Isso aí faz a gente lembrar lá da Alemanha, quando Hitler falou que aquele tipo de pessoa tinha que morrer e aquele outro podia viver”, explicou.

Julvan Lacerda disse que os prefeitos não vão aceitar que ‘matem’ seus municípios “por capricho de economistas”.