Esquema de falsos cursos de ensino superior é desarticulado pela Polícia Civil durante a operação ‘Incautos’

0
209

Na manhã de ontem, terça-feira, 19, a Polícia Civil do Amazonas deflagrou por volta das 6h, a operação “Incautos”, que resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva em nome de Ellen da Silva Santos, 33; dos professores do ensino superior Meyre Jane da Silva, 49, e Valdir Pavanello Junior, 33; e da advogada Núbia Batista Pinheiro por organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, furto qualificado, dano qualificado, desobediência de decisão judicial, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Os delegados Geraldo Eloi e Aldeney Goes, respectivamente diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) e titular do 2º Distrito Integrado de Polícia (DIP), discorreram sobre os trabalhos desempenhados ao longo da ação.

De acordo com Geraldo Eloi, durante a coletiva de imprensa realizada às 11h, no prédio da Delegacia Geral, as investigações em torno da operação “Incautos” foram coordenadas pelo delegado Marcelo Martins, titular do 24º DIP. A ação foi deflagrada com o objetivo de desarticular um esquema criminoso que oferecia cursos de graduação falsos, sem autorização do Ministério da Educação (MEC), em 13 municípios do interior do Amazonas e em um município do estado do Pará.

“A operação teve em vista desarticular um esquema de falsos cursos de ensino superior. Pessoas que residem em alguns municípios do interior do Estado foram lesadas por indivíduos que utilizaram uma instituição de renome na capital para expedir diplomas de graduação sem o reconhecimento do MEC. O delegado Marcelo Martins realizou uma investigação minuciosa e hoje a operação foi deflagrada com o apoio de unidades distritais e especializada, sob a coordenação do delegado Aldeney Goes”, explicou Eloi.

Valdir foi preso na casa onde morava, situada no bairro Parque Dez de Novembro, zona centro-sul de Manaus. O mandado de prisão em nome de Ellen foi cumprido em uma residência no bairro Novo Aleixo, zona norte da cidade. Núbia foi presa no bairro Japiim, zona sul. Meyre foi presa na casa dela, no bairro Adrianópolis, zona centro-sul. As ordens judiciais foram expedidas no dia 16 de junho deste ano, pelo juiz Celso Souza de Paula, no Plantão Criminal.

Após representantes do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) acionarem o delegado Marcelo Martins para a abertura de Inquérito Policial (IP) em torno do caso, as investigações duraram cerca de um mês.

O titular do 2º DIP informou que os sócios fundadores de uma faculdade, situada no bairro Adrianópolis, zona centro-sul da cidade, acionaram o Tribunal de Justiça do Estado (TJAM), por meio da 17ª Vara Cível, solicitando intervenção judicial para a instituição de ensino, que foi vendida para os atuais sócios, identificados como Amós Alves Santos, 35, e Rubens Pedro de Farias Júnior, 33, que estão sendo procurados pela polícia, por descumprimento contratuais.