Especialistas apontam crescimento heterogêneo das economias da América do Sul

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Diversos especialistas discutiram nesta terça-feira em Montevidéu sobre a situação econômica da América Latina durante um ato no qual ressaltaram a recuperação do crescimento heterogêneo da região, a estabilidade dos países andinos e as turbulências de Argentina e Brasil.

Embora vários economistas tenham participado do evento, a conferência principal, intitulada “América Latina no entorno global”, foi realizada pelo economista-chefe do BBVA Research para a América do Sul, Juan Ruiz.

Ruiz afirmou que na América Latina o crescimento passará de 1,2% em 2017 para 0,8% em 2018 e para 1,9% em 2019.

Além disso, o economista afirmou que existe uma “contraposição” entre a “volatilidade financeira” de Argentina e Brasil e a “solidez” do crescimento de México, Chile, Colômbia e Peru.

No entanto, Ruiz explicou que para compreender a situação da região é preciso “entender o entorno global”, o qual descreveu como “robusto”, mas com diversos riscos.

“O ritmo de expansão global se mantém, mas menos sincronizado”, afirmou o especialista, ao lembrar que o crescimento dos Estados Unidos é “robusto” – devido ao incentivo fiscal -, enquanto o da China é “estável” e o de Europa está diminuindo.

Outros riscos destacados pelo economista foram o maior protecionismo, o aumento da “volatilidade” nos mercados emergentes e a possibilidade de uma “guerra comercial”.