Dispara denúncias de racismo e discriminação em Portugal

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foto da internet

Em 2017, a quantidade de queixas e denúncias de discriminação em Portugal aumentaram 50% em relação ao ano anterior. Entre as vítimas, 18 pessoas (10% do total) denunciaram preconceito em relação à nacionalidade brasileira.

Os números são do relatório anual 2017 elaborado pela Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR). O aumento do número de queixas é atribuído a uma maior conscientização a respeito da discriminação étnica e racial e a um maior conhecimento dos mecanismos de denúncia.

Portugal, no ano de 2017 foram registradas 179 queixas e denúncias, tanto por parte de vítimas quanto de terceiros e outras entidades; 24,6% deram origem a processos de contraordenação, sendo que um número significativo das queixas (39,7%) foi, posteriormente, encaminhado para outras entidades em razão da competência na matéria, como, por exemplo, o Ministério Público.

A origem racial e étnica foi a característica mais apontada como razão de discriminação (38%), seguindo-se a nacionalidade (22,3%) e a cor da pele (21,8%). O pertencimento à “etnia cigana” foi amplamente apontado (32,4%), seguido da “cor da pele negra” (19,6%) e da “nacionalidade brasileira” (10,1%).

As queixas por discriminação no comércio foram as mais frequentes (19,6%), seguindo-se as situações propagadas pela internet ou redes sociais (11,7%) e as relativas ao ambiente de trabalho (11,2%).

Diferentemente do Brasil, onde o racismo e a discriminação são crimes inafiançáveis, em Portugal o fenômeno ainda é entendido como contraordenação, ou seja, como um comportamento violador da lei a que é dado menor relevância por ser considerado menos grave, e punível com multa.