Depois de dois anos, dólar volta a se aproximar do patamar de R$ 4

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A man counts US dollar notes ib a bureau de change in Rio de Janeiro, Brazil on March 13, 2015. The exchange rate today reached 3.17 and 3.35 reals (the Brazilian currency) per US dollar, the highest of the last 10 years. AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA

 

A falta de valorização do real na última quinta-feira, (07) foi a maior entre 24 moedas acompanhadas pela empresa de informações financeiras Economática, abrangendo países emergentes como África do Sul, México e Rússia. Desde o começo do ano, o real perdeu 17,9% de seu valor frente ao dólar, ainda de acordo com o levantamento feito por Einar Rivero, da Economática, a pedido da BBC News Brasil.

Dentro do grupo, o desenvolvimento só é pior do que o da lira turca, que teve desvalorização de 20,69%, e do peso argentino, que caiu 34,72%.

A última vez que a moeda americana cruzou a barreira dos R$ 4 foi no início de 2016, em meio a um cenário de decadência na economia chinesa e de queda intensa no preço do petróleo.

O real vem perdendo valor em relação ao dólar desde março, em linha com as moedas dos demais países emergentes. Mas foi nos últimos dias que o movimento de desvalorização da moeda brasileira se intensificou.

O principal motivo apontado para a disparada foram as incertezas em relação às eleições de outubro, a falta de sinalização de compromisso dos candidatos com a agenda de reformas e com o reequilíbrio das contas públicas.

“As incertezas eleitorais finalmente entraram nos cálculos dos operadores financeiros e somaram-se aos riscos já existentes com o esgotamento do governo, as sequelas da greve dos caminhoneiros e as empresas estatais”, avalia o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, em relatório enviado a clientes.