Depois da pandemia: Conheça as maravilhas de um Onsen no Japão

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Era fevereiro e o termômetro marcava temperaturas negativas em Takayama, cidade na província montanhosa de Gifu, região central do Japão. Coloquei meu yukata, um tipo de vestimenta mais simples que o quimono, e desci do quarto rumo ao principal atrativo do hotel: o onsen, como são chamadas as incontáveis fontes termais japonesas.  

Os chinelos são deixados na entrada que precede uma sala de descanso e uma recepção, lugar onde recebi uma chave de armário. Dali, um corredor se divide em áreas separadas por gênero. No vestiário, havia chegado a hora: ficar nua em pelo na frente de desconhecidas – e agir naturalmente com minhas formas e feições nada asiáticas. 

Graças à intensa atividade tectônica, o Japão tem milhares de fontes termais com propriedades terapêuticas espalhadas por todo o arquipélago.

Os onsens podem ser públicos, onde normalmente se paga uma taxa para usar, ou estar dentro de hotéis e de ryokans, as hospedarias japonesas (algo que pode ser comparado, em termos de porte e serviço, a uma pousada brasileira). Há ainda os rotenburo, ao ar livre e com vista para a natureza – uma experiência especial principalmente com neve. Em locais remotos e com difícil acesso a turistas, ainda existem onsens mistos, mas são raríssimos – os banhos com homens e mulheres no mesmo ambiente caíram em desuso depois que o Japão se abriu para o ocidente, no fim do século 19. Em comum a todos, só uma coisa: a obrigatoriedade de entrar (e permanecer) nu.