Curso a distância sem qualidade prejudica faculdade comunitária

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O crescimento do ensino a distância (EAD) e a crise econômica no país estão impondo dificuldades às instituições comunitárias de ensino superior, relataram representantes do setor em audiência pública no Senado. O debate foi feito na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) na segunda-feira (15), data em que se celebra o Dia do Professor.

Segundo os participantes da audiência, faculdades comunitárias presentes no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, apesar do excelente nível de ensino, estão perdendo professores e profissionais por falta de alunos. A maioria dos estudantes está ingressando em cursos de EAD, que são mais baratos, mas pecam pela baixa qualidade do ensino, afirmaram os debatedores.

Os convidados também disseram que os programas que beneficiam a educação, como o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), precisam de uma boa gestão e deveriam se tornar programas de Estado, não apenas de governo.

A preocupação com a qualidade da educação em geral também foi debatida na audiência. Segundo os presentes, as crianças brasileiras têm sido alfabetizadas, em média, no quarto ano do ensino fundamental. Além disso, afirmaram os participantes, no final do ensino médio, 83% dos jovens não aprenderam o fundamental de matemática e 73% não aprenderam o necessário em português, fazendo com que um terço dos alunos do ensino superior sejam analfabetos funcionais.