Crise global e ‘fake news’ impulsionam protestos contra lockdowns

0
8

instabilidade econômica e a desinformação gerada pelas chamadas fake news são os principais motivos para os protestos contra os lockdowns, usados para conter o avanço da Covid-19 no mundo, segundo especialistas consultados pela emissora catari Al-Jazeera.

No Gabão, país de 2,1 milhões de habitantes na África Central, uma manifestação popular terminou com dois mortos na sexta-feira (19). Os populares eram contra a medida que restringiu a circulação e ampliou o início do toque de recolher para as 18h.

“É impossível. Saímos do trabalho às 17h e não chegamos antes das 20h em casa”, justificou uma das manifestantes à Reuters. A perspectiva de perder o emprego assusta mais que a explosão de casos de Covid-19, embora a pequena nação registre 130 novos casos diários desde meados de dezembro.

Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), o desemprego disparou desde o início da pandemia e a recessão global foi de 4,4% em 2020. A retração econômica é a maior desde a Grande Depressão de 1930.