CPI da Saúde investiga banco privado para comprovar assinatura falsa em documentos

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde vai requerer à agência privada ordem bancária recebida da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), em 2017, para execução de pagamento de processo referente à oferta de exames ginecológicos em municípios do interior do Amazonas. A decisão foi tomada pela Comissão após a depoente ontem (17), a servidora da Susam, Priscila Augusta Lira, apresentar documentos e negar que a secretária executiva na época, Maria de Belém Martins Cavalcante, tenha atestado processo apenas um ano após o seu pagamento.

“Ao contrário do que a ex-secretária Maria de Belém afirmou à essa Comissão, a senhora Priscila nos afirmou hoje que o pagamento de processo referente a exames superfaturados em 2017 foi sim atestado pela ex-secretária executiva ainda na época. Segundo ela, a ordem bancária sequer seria recebida pelo banco se não houvesse a assinatura da gestora. E foi com base nesta afirmação dela que iremos requerer tal documento comprovatório do banco em questão e, ainda, suspendemos o depoimento do ex-secretário de Fazenda, Francisco Arnóbio, até analisarmos e confirmarmos o que realmente aconteceu”, explicou o presidente da CPI da Saúde, Delegado Péricles (PSL).

De acordo com Péricles, a Comissão irá avaliar se houve intenção de desviar as investigações de foco ou de ´mascarar´ os reais responsáveis pela autorização de pagamentos de exames superfaturados por meio de processo indenizatório firmado pelo executivo estadual com a empresa Norte Serviços. Na ocasião, a empresa cobrou total de R$ 868 mil, sendo que, segundo médico que realizou os exames, apenas R$78 mil foi cobrado por ele, além de o número de procedimentos não condizer com o declarado em processo montado pela Susam. A ação de saúde foi realizada nos municípios de Envira (distante 1.208 km em linha reta de Manaus), Ipixuna (distante 1.367 km em linha reta da Capital) e Guajará (1.476 km), nos dias 28 e 29 de julho e 10 e 11 de agosto de 2017.