Concurso de imagens científicas tem pesquisadora da USP como única representante brasileira

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Marluce Mantovani, pesquisadora da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), registrou uma célula “sobrevivente” na procura de um tratamento alternativo para diabete tipo 1, e é a única brasileira no Top 20 do StemCellfie, concurso de imagens científicas da Stemcell Technologies, da empresa canadense de biotecnologia.

O certame irá premiar os cientistas com as cinco fotos mais curtidas no Facebook sendo impressas e emolduradas. O pesquisador com mais likes ganhará um prêmio de US$ 500 em viagens.

A foto da componente do Núcleo de Terapia Celular e Molecular (Nuce) da FMUSP se destacou por ser em preto e branco. Ela esclarece que essa característica da imagem é decorrente da metodologia em que foi tirada: microscopia eletrônica de varredura. A foto mostra uma única célula de pâncreas sobrevivente a uma descelularização.

No projeto da pesquisadora, “Transplante de Ilhotas Pancreáticas Humanas como Alternativa Terapêutica do Diabetes Mellitus tipo I”, pâncreas que não foram usados para doação têm suas células retiradas com a finalidade de se criar um “arcabouço” de células. A ideia seria repopular o órgão com outros tipos celulares. O pâncreas “engenheirado” funcionaria perfeitamente, sendo um tratamento alternativo para a diabetes tipo I. Marluce ressaltou que isso é algo planejado para um futuro ainda distante. O projeto ainda está em sua primeira etapa – a de criação de um método eficiente de retirada de células do pâncreas.