Com professores parados, continuam as negociação entre Governo do Amazonas e Sinteam

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Reajuste salarial, plano de saúde, progressões horizontal e vertical, revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), vale alimentação, vale transporte e auxílio-localidade são algumas pautas de negociação entre Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e Governo do Estado. A data base da categoria vence todo ano no dia 1º de março.

Há quatro anos sem reajuste salarial, o movimento de trabalhadores foi às ruas durante essa semana para cobrar uma posição do Governo. As perdas salariais acumulam, de acordo com o Dieese, 28,30%. O Sinteam cobra 30% de reajuste. O percentual foi definido em assembleia da categoria, realizada no dia 5 de março.

Há dias, a diretoria do sindicato se reúne com o governador Amazonino Mendes para tratar sobre as reivindicações. O plano de saúde, uma das pautas de negociação e que havia sido suspenso, foi reativado no fim de semana.

 

Governo

 

A Secretaria de Estado da Educação e Qualidade de Ensino (Seduc) endureceu ontem o discurso a comentar oficialmente que a paralisação dos profissionais de Educação, não tem amparo legal, por não estar de acordo com a Lei 7.783/89 (lei de greve), que preconiza aviso prévio de 72 horas para suspensão de serviços. A Seduc reitera que o Governo do Amazonas tem mantido o diálogo com os servidores da educação por meio do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam), única entidade constituída legalmente para representar a categoria, e que já foram anunciadas melhorias aos servidores.

A Seduc informa ainda que para os servidores da Seduc, a proposta apresentada é de reajuste de 4,57% referente à data-base de 2017. O secretário de Educação, Lourenço Braga destaca, acrescenta que houve outros avanços como o pagamento de R$ 220 reais de auxílio-alimentação na folha de pagamento de todos os servidores da Seduc e mais R$ 200 para professores e pedagogos em atividade fim da educação nas escolas, chegando a R$ 440. O auxílio-localidade também será reajustado, saindo dos R$ 30 atuais para três níveis de gratificação para  R$ 200 para municípios mais próximos de Manaus, R$ 500 para municípios de distância média da capital e R$ 1 mil para municípios mais distantes. Além disso, o Governo preparara projeto de lei para retirar os 6% de desconto que os servidores têm referente ao vale-transporte que recebem.