Chile e Colômbia fatiam contratos para reduzir monopólios e melhorar serviço de ônibus

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A falta de competição entre as empresas de ônibus é apontada como uma das causas para a má qualidade do transporte público brasileiro. Na maioria das grandes cidades, as mesmas viações atuam no setor há anos, pois barreiras impedem que novos interessados entrem no negócio. Uma delas é ter uma frota. 

Um ônibus novo de tamanho grande, de 14 metros de comprimento, com ar-condicionado custa R$ 560 mil, por exemplo. Para operar numa grande cidade, é preciso comprar algumas centenas deles, o que soma um investimento milionário, cuja recuperação leva anos e pode depender da demanda de passageiros e de outras incertezas.

Para atrair mais empresas e investimentos ao setor, Chile e Colômbia passaram a apostar em novos modelos de contrato: um para o fornecimento de frota e outro para operá-la, como já era feito em alguns países da Europa. No Brasil, a regra é que a mesma empresa faça as duas coisas.