Brasil tem uma das maiores populações carcerárias femininas do mundo

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Em pesquisa informada na semana passada, a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (Dapp/FGV) fez estudos de dados referentes a essas prisões e apresentou que, entre 2000 e 2016, a população carcerária feminina elevou para 567%. Se formos levar em conta dados atualizados até 2018, o aumento se aproxima de 700%.

De acordo com pesquisa, cerca de 62% das prisões de mulheres no Brasil estão ligadas ao tráfico de drogas, já a dos homens, o percentual cai para 26%. Danielle Sanches, pesquisadora responsável pelo levantamento, disse em entrevista à Rádio Nacional do Rio de Janeiro considerando que penas alternativas poderiam ser opção em grande parte dos casos.

“Grande parte das mulheres encarceradas trabalha na baixa hierarquia do tráfico. Não são grandes gerentes e com alta periculosidade. Penas alternativas poderiam ser pensadas”.

A pesquisa aconselha que sejam utilizadas políticas públicas para ampliar as unidades prisionais materno-infantis e reestruturar presídios somente de mulheres. O estudo ainda recomenda a realização de investimento em ações focadas para primeira infância aplicadas em filhos de mulheres encarceradas.