Brasil reduz em 8% casos de infecção por tuberculose e HIV

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As pessoas que vivem com o HIV têm 25 vezes mais chances de desenvolver tuberculose do que uma pessoa que não tem o vírus. Isso acontece devido a fragilidade do sistema imunológico que é responsável por defender o organismo contra doenças e, assim, as pessoas com HIV ficam mais suscetíveis a desenvolver, ao mesmo tempo, a tuberculose – doença infectocontagiosa que afeta prioritariamente os pulmões. No Brasil, em 2017, dos 74,8 mil novos casos de tuberculose registrados, 11,4% apresentaram resultado positivo também para o HIV, o que representa 8,5 mil pessoas infectadas pelas duas doenças (TB-HIV). Este é o menor percentual registrado desde 2014, quando 12,4% (8,8 mil) das pessoas identificadas com tuberculose também viviam com HIV.

Desde então, o país vem conseguindo diminuir a coinfecção a partir da ampliação do diagnóstico e tratamento disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), gratuitamente, para as duas doenças.  Em 2009, eram 3.162 pacientes em uso de medicamentos antirretrovirais para HIV durante o tratamento da tuberculose. Em 2017, esse número passou para 5.155 pacientes, um aumento de 63%. Além disso, ao longo dos anos, o Ministério da Saúde tem ampliado o número de teste rápidos de HIV distribuídos aos estados, em 2014, foram 6,4 milhões testes distribuídos e, em 2019, foram 13,8 milhões de testes, um aumento de 116%.

Os dados estão no boletim “Panorama epidemiológico da coinfecção TB-HIV no Brasil 2019”, publicação lançada pelo Ministério da Saúde.