Braga Netto anuncia que haverá transição na intervenção no Rio

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Rio de Janeiro RJ 03 07 2018 General Braga Netto anuncia que haverá transição na intervenção no Rio Interventor sai em dezembro e parte da equipe continua mais 6 meses foto Fernando Frazão/Agencia Brasil

O general Walter Braga Netto afirmou que haverá um período de transição na intervenção federal no Rio de Janeiro. Convocado pelo governo federal para ser o interventor na segurança pública do estado do Rio, Braga Netto deixa o comando da intervenção em dezembro e que uma equipe ficará mais seis meses.

Braga Netto disse que equipar e treinar os policiais do estado é um dos legados que o interventor pretende deixar para sociedade. Assim como um modelo de gestão que inclui a valorização do policial e das corregedorias. Ele é categórico ao dizer que a intervenção vai até 31 de dezembro, mas espera conversar com o futuro governador, caso este queira. “[A prorrogação é] completamente desnecessária. Se não, vocês vão ficar dependentes o resto da vida.”

Para Braga Netto, já há uma mudança de postura do policial. “O policial tem de respeitar a população e a população tem de ver a polícia como uma autoridade. Hoje em dia, a palavra autoridade perdeu muito o conteúdo. O pessoal confunde autoridade com autoritarismo”, diz. E completa: “O crime nunca vai acabar. O que vai acontecer é que este crime de ostentar fuzil nós vamos combater com firmeza.”

O interventor é categórico em dizer que o problema maior é de ordem econômica e que a burocracia impede resultados imediatos. “Participei de praticamente todas as operações no Rio de Janeiro. O que a gente via num crescente era a deterioração econômica do Rio. O que nós estamos fazendo na intervenção, neste primeiro momento, é uma melhoria gigantesca de gestão. Estamos conseguindo resultados, mas o recurso federal tem uma burocracia que tem de ser seguida, mesmo com dispensa de licitação. O TCU [Tribunal de Contas da União] me pautou normas que tenho de seguir. O recurso ainda não foi utilizado. O que foi dado inicialmente foi um choque de liderança e gestão que fez cair os índices. Quando começarem a chegar as aquisições, isso deve melhorar muito. A população brasileira é muito imediatista. Ela quer o resultado assim: começou a intervenção hoje e, no dia seguinte, caíram todos os índices de criminalidade. Isso é paulatino. O Instituto de Segurança Pública [ISP] vai lançar agora os índices de junho e você vai ver que eles caíram de novo”, concluiu.