Aumento da intolerância política no Brasil preocupa senadores, que solicitam sessão temática

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O ataque à caravana do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, alvejada por três tiros no Paraná, e as ameaças à família do relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin, tiveram grande repercussão no plenário do Senado.

Cristovam Buarque (PPS-DF) e Vanessa Graziottin (PC do B-AM) solicitaram formalmente que o Senado realize uma sessão temática, suprapartidária e com a participação de representantes da sociedade civil, para que se discuta que impactos pode ter o aumento da intolerância política no futuro da democracia brasileira, especialmente já a partir do processo eleitoral deste ano.

No momento em que a proposta foi apresentada, presidia a sessão o senador Dario Berger (PMDB-SC), que informou que levará o pleito ao presidente Eunício Oliveira.

Cristovam defendeu que esta sessão seja realizada “o mais brevemente possível”, já no início de abril, “antes que se perca totalmente o controle destas coisas”.

“Estamos num momento em que temos que refletir sobre o rumo da democracia neste país. Esta escalada de violência política pode sair do controle, tenho dúvidas até se já não saiu… E na hora em que se perde o controle destas coisas, está aí a Síria para nos mostrar o que vira. Não é possível que o Brasil passe a valorizar mais as armas que as urnas”, alertou.

Para Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o governo federal passa a ter agora a obrigação de resguardar a segurança de todos os pré-candidatos à presidência da República. E esta mesma preocupação deve ser estendida ao ministro Fachin, que em entrevista à Globonews informou que sua família tem sofrido ameaças, e que não se sente mais “em plena segurança”.