Astrônomos identificam origem de partícula que supostamente pode ajudar a contar história do Universo

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This artist’s impression shows two tiny but very dense neutron stars at the point at which they merge and explode as a kilonova. Such a very rare event is expected to produce both gravitational waves and a short gamma-ray burst, both of which were observed on 17 August 2017 by the Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO) and the Virgo Interferometer, and ESA’s INTEGRAL telescope and NASA’s Fermi Gamma-ray Space Telescope respectively. Subsequent detailed observations with telescopes all over the world, including the NASA/ESA Hubble Space Telescope, confirmed that this object, seen in the galaxy NGC 4993 about 130 million light-years from the Earth, is indeed a kilonova. Such objects are the main source of very heavy chemical elements, such as gold and platinum, in the Universe.

A descoberta está na edição da ultima quinta-feira (12), na revista Science, onde foi divulgada em coletiva de imprensa realizada na sede da National Science Foundation, localizada em Alexandria, Virginia (EUA).

Os pesquisadores já têm conhecimento que a origem desses neutrinos observados na Antártica é de um blazar, isto é, um corpo celeste de alta energia combinado a um buraco negro localizado no centro de uma galáxia. Este corpo celeste está a 3,7 bilhões de anos-luz de distância da Terra, na Constelação de Órion.

“Neutrinos de alta energia realmente nos fornecem uma nova janela para observar o Universo”, comentou Darren Grant, físico da Universidade de Alberta, em entrevista feita à BBC News Brasil.

Conforme o físico, a novidade é o início, no campo da astronomia, de uma nova forma para observar o universo. “Este é o primeiro passo real para sermos capazes de utilizar os neutrinos como uma ferramenta para visualizar os processos astrofísicos mais extremos do universo”, completa Grant.