Arte roubada por nazistas permanece pendente há 20 anos

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A mostra presente atualmente no museu Martin-Gropius-Bau, localizado em Berlim, é considerada experiência artística harmonizante, no mesmo instante que passa “ar pesado”. As obras de Monet, o Munch ou o Nolde são maravilhosas, porém parecem fazer parte de coleção considerada suspeita.

Cornelius Gurlitt herdou de seu pai 1.566 quadros e objetos, dito como um negociante de arte que chegou a trabalhar para alguns nazistas onde há grande probabilidade dele ter participado de grande parte do roubo das obras de arte que eram de judeus. A investigação dessas obras está em ritmo lento, mas segue em busca de quais obras pertencem Gurlitt.

“Esta é provavelmente a última chance. Não podemos virar as costas aos sobreviventes do Holocausto”, destacou o diplomata norte-americano Stuart Eizenstat, responsável pela conferência em Washington há duas décadas. Monika Grütters, titular de Cultura do Governo alemão, chegou a insistir na importância de concretizar o processo de devolução. “Devemos isso às pessoas cuja vida foi arrebatada pelo nazismo. A memória pode nos sensibilizar contra o totalitarismo numa época em que estamos assistindo a uma brutalização da linguagem e em que os crimes nazistas são relativizados”, declarou em meio as conferências.