Amazonas apresenta redução nos casos de dengue, chikungunya e zika vírus

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As ações do Estado de controle ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya têm alcançado significativos resultados. Apesar de estar localizado em uma região endêmica, quente, úmida e chuvosa, propícia para a disseminação do mosquito transmissor das doenças, o Pará é o quarto Estado brasileiro que mais combateu a dengue nos últimos seis anos, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Na foto, o mosquito Aedes aegypti. FOTO: DIVULGAÇÃO DATA: 10.01.2017

As doenças transmitidas pelo Aedes aegypti – dengue, chikungunya e zika vírus – apresentaram queda, no Estado, no primeiro trimestre deste ano (janeiro a março), conforme balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Os dados são do Boletim Epidemiológico de Monitoramento de Doenças Transmitidas por Aedes aegypti, da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).

De janeiro a março, houve redução de 86,5% nas notificações de febre chikungunya, de 77% nos casos de zika vírus e de 58% nos de dengue. Foram registrados 48 casos de chikungunya, contra 356 no mesmo período do ano passado. Para zika vírus, foram notificados 91 casos, em 2018, contra 400 em 2017. Em relação aos casos de dengue, foram 1.639 em 2018, contra 3.923, no ano anterior.

O secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, destacou a intensificação das ações de controle do Aedes aegypti, na capital e no interior, como fundamentais para o alcance da redução das notificações. Apesar do resultado, ele pede que a população continue vigilante no combate ao mosquito, que é endêmico na região. “Todos precisam continuar fazendo sua parte – os órgãos de vigilância estaduais e municipais, os agentes de endemia, e a população, não deixando acumular água parada em casa. Isso tem que ser uma rotina na vida das pessoas”, ressaltou.

Para o chefe de Departamento de Vigilância Ambiental da FVS-AM (DVA), Cristiano Fernandes, as estratégias de controle adotadas nos municípios estão surtindo efeito, mas o perigo ainda não passou. “É bom lembrar que essas doenças acontecem durante o ano, mas a maior parte dos casos é registrada até maio”, alertou.