Água de Fukushima teria carbono radioativo capaz de afetar o DNA

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Enquanto se esgota o espaço nos 1.044 tanques de armazenamento na usina nuclear japonesa de Fukushima Daiichi, a discussão sobre o que fazer com 1,23 milhão de toneladas de água contaminada ganhou nesta semana mais um elemento contra o seu despejo no mar. Segundo a organização de direitos ambientais Greenpeace, a água contém carbono radioativo com potencial para danificar o DNA humano.

Desde o grande terremoto e subsequente tsunami que destruíram boa parte da usina, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO) vem bombeando dezenas de milhares de toneladas de água como forma de resfriar os reatores danificados. Essa água, mais a água subterrânea e a da chuva que penetra diariamente na planta são armazenadas. O governo japonês (e isso inclui o ministro do Meio Ambiente) diz que a única solução para resolver a falta de espaço é lançar a água no Oceano Pacífico.

Para o Greenpeace, o sistema de descontaminação usado pelo governo japonês não é o suficiente. Diariamente, 170 toneladas de água fluem para tanques de tratamento da TEPCO, onde ela é processada para eliminar a maioria dos isótopos radioativos – menos o trílio, um isótopo radioativo de hidrogênio que as usinas nucleares diluem e despejam rotineiramente junto com a água nos oceanos.