Acre é exemplo de crescimento econômico e proteção ambiental, diz Banco Mundial

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Em Bonal, no Acre, a produtora de abacaxi Underlina Cavalcante dos Santos leva um estilo de vida que define como “bom e estável” para toda a sua família. A fruta que eles cultivam é uma safra de curto prazo, com benefícios imediatos, mas representa somente uma parte do próspero sistema agroflorestal da comunidade, que inclui ainda seringueiras, pupunheiras e outras espécies florestais. As atividades produtivas fazem parte da restauração dos 11 mil hectares de pastagens abandonadas na região.

O Brasil é o segundo maior produtor de abacaxi do mundo, mas os produtores do Acre afirmam que é o investimento no sistema agroflorestal, apoiado pelo Banco Mundial por vários anos, que realmente impulsiona o futuro dessas comunidades.

A experiência no Acre promove o renascimento das florestas e beneficia a população local. O estado tornou-se um símbolo de sucesso no controle do desmatamento, na restauração de áreas degradadas e na inclusão econômica. Nos últimos anos, outros países amazônicos começaram a aprender com a transformação do estado.

O Acre tem valiosas lições para governos e empresas sobre como reduzir o desmatamento e, ao mesmo tempo, aumentar o desenvolvimento econômico sustentável, melhorando a qualidade de vida da população local.

A renda nessas comunidades e o PIB estadual aumentaram consistentemente ao mesmo tempo em que o Acre controlou o desmatamento e aumentou o número de áreas protegidas. De 2002 a 2015, o estado cresceu seu PIB em 81%, enquanto a taxa de emprego também cresceu. A receita foi de R$ 2.971, em 2002, para R$ 13.622, em 2015.

“O Acre tornou-se o berço do desenvolvimento sustentável, onde crescimento econômico e conservação da floresta andam de mãos dadas”, avalia a especialista sênior de Meio Ambiente do Banco Mundial, Adriana Moreira.