Abertas as inscrições para a 8ª edição do Prêmio Luiz de Castro Faria

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Estão abertas as inscrições para a 8ª edição do Prêmio Luiz de Castro Faria, que reconhece a pesquisa acadêmica cujo tema seja o Patrimônio Arqueológico Brasileiro. Pesquisadores e estudantes podem se inscrever em quatro categorias: monografia de graduação, dissertação de mestrado, tese de doutorado e artigo científico. Realizada pelo Centro Nacional de Arqueologia (CNA) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a iniciativa distribuirá premiações que vão de R$ 7 mil a R$ 20 mil. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 25 de setembro de 2020.

Categorias do Prêmio Luiz Castro Faria
Categoria I – Monografia de Graduação: visa a apresentação de monografia final desenvolvida no âmbito de Cursos de Graduação em Arqueologia (ou com habilitação em Arqueologia reconhecido pelo MEC) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 10 mil.

Categoria II – Dissertação de Mestrado: visa a apresentação de dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/ CAPES) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 15 mil.

Categoria III – Tese de Doutorado: visa a apresentação de tese de doutorado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/CAPES) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 20 mil.

Categoria IV – Artigo Científico: visa a apresentação de artigo científico inédito que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 7 mil.

Luiz de Castro Faria
Nascido em Niterói (RJ), em 1913, Luiz de Castro Faria construiu uma carreira acadêmica reconhecida em diversas disciplinas das ciências sociais. Como antropólogo e arqueólogo, Luiz de Castro tornou-se pesquisador do Museu Nacional, onde atuou na proteção dos sítios arqueológicos e, em especial, dos sítios sambaquis do litoral.

Seu desempenho com a pesquisa e com o patrimônio cultural o levou a elaborar políticas de preservação na arqueologia, suscitando no seu protagonismo com a elaboração da Lei n° 3.924, de 1961, um marco na proteção do patrimônio arqueológico.

Nos anos seguintes, após a publicação da Lei, Luiz de Castro dedicou-se ao ensino acadêmico universitário. Foi membro de comissões para a criação de cursos de graduação e pós-graduação no país, realizou o levantamento de sítios arqueológicos e etnográficos, ministrou cursos de antropologia, etnologia, arqueologia e evolução humana.

Luiz de Castro morreu em 2004, deixando um importante legado para as ciências humanas e sociais, publicações de artigos e pesquisas na arqueologia, obras de referência para a antropologia e a etnologia brasileira, e imensurável contribuição para a defesa do patrimônio cultural arqueológico.