90% dos casos de AVC poderiam ser evitados, diz especialista

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O acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame cerebral mata mais de 100 mil pessoas por ano no Brasil. O AVC caracteriza-se pelo entupimento de uma veia ou uma artéria dentro do cérebro, dificultando a passagem do sangue. Segundo o Ministério da Saúde, a doença é o motivo mais comum de morte na população adulta no Brasil. O AVC tem tratamento, mas deve ser prevenido, evitando os fatores de risco. O atendimento rápido, logo depois dos primeiros sintomas, é fundamental para diminuir as consequências do AVC, como sequelas neurológicas e incapacidade funcional.

Segundo a médica, Adriana Bastos Conforto, neurologista do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP,  ainda há dificuldade do controle dos fatores de risco e do conhecimento da população sobre a importância das medidas de prevenção.  A hipertensão é considerada a “vilã” nos casos de AVC e deve ser controlada com rigoroso acompanhamento médico. Além disso, há outras medidas como não fumar, controlar peso, ter uma dieta saudável, saber se tem diabetes e controlá-lo, buscar doenças no coração, realizar atividade física, controlar o colesterol e não usar álcool em excesso. “Noventa por cento dos casos poderiam ser evitados se as medidas de prevenção fossem instituídas de forma mais eficaz”, afirma.

É muito importante saber reconhecer os sintomas: fraqueza em um lado do corpo, boca torta, dificuldade para falar e enxergar, tontura, ter formigamento ou dor de cabeça muito forte”, explica Adriana.